Reversão de vasectomia x fertilização in vitro: qual é o método indicado?

Sem categoria POR: Miriam Cristina 11 dez 2016
Quando um casal decide não ter mais filhos, muitos homens optam pela vasectomia, mas cerca de 9% deles se arrependem do procedimento, seja por causa de um novo casamento ou porque o próprio casal decide ter mais filhos,  são muitos e variados os fatores que levam um homem a desejar a reversão da vasectomia. Mas  a boa noticia é que com o avanço da medicina é possível reverter este quadro.
O Doutor Rodrigo da Rosa Filho, especialista em reprodução humana, que já atendeu centenas de casos de casais que buscam ter filhos após a vasectomia, explica que     “Deste universo, 90% buscam a reversão da vasectomia. E é neste momento que é preciso levar em conta alguns fatores, entre eles o tempo da vasectomia e a idade da mulher”.
Quanto menor o tempo da realização da vasectomia, maior a taxa de sucesso da cirurgia de reversão e maior a chance de gravidez. Veja a tabela:
Tempo da vasectomia
Taxa de sucesso da reversão
Chance de gravidez em 1 ano de tentativa
< 5 anos
> 90%
> 70%
de 5 a 10 anos
80%
> 50%
> 10 anos
50%
> 40%
> 15 anos
30%
< 15%

 

Se o tempo de vasectomia for maior que 15 anos e a mulher tiver mais de 35 anos, com reserva ovariana diminuída, a chance de engravidar começa a decair. A melhor alternativa aqui seria a fertilização in vitro.
 “O tratamento aumenta a chance de gravidez, mas as taxas de sucesso variam de acordo com a idade da mulher, pois não há técnicas que aumentem a qualidade dos óvulos. As chances da fertilização in vitro dar certo variam de 50% a 60% nas mulheres com 35 anos, caindo para 15% nas mulheres com 42 anos”, afirma Dr. Rodrigo.
A fertilização in vitro é realizada em laboratório com preparo do sêmen e dos óvulos. Nesta técnica, a mulher é estimulada a produzir mais óvulos com a administração de hormônios. A coleta dos óvulos é realizada por uma punção realizada por via transvaginal, sob anestesia.
No mesmo dia, é feita a coleta dos espermatozoides através de ejaculação espontânea (masturbação) ou procedimentos cirúrgicos (extração testicular ou epididimária nos casos de ausência de espermatozoides no sêmen, ambos com anestesia).  Os espermatozoides são preparados no laboratório e, em seguida, colocados numa plaqueta junto com os óvulos para que haja a fertilização espontaneamente. Os óvulos fertilizados têm seu desenvolvimento acompanhado, sendo transferidos após três a cinco dias para a cavidade uterina através de um cateter.  
Fonte:  Rodrigo da Rosa Filho

 

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